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Aula inaugural da Associação de Pós-Graduação debate cenário político nacional
Publicado em 26 de abril de 2017

Foto:  Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

“Estamos em um ano dramático… Mas antes de eu começar minha fala, obviamente, fora Temer!”. Assim a historiadora e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Virgínia Fontes, iniciou a aula inaugural da Associação de Pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (APG/UFSC). O evento, que ocorreu na segunda-feira, 24 de abril, no auditório da reitoria, se insere em um contexto de mobilizações na universidade e no Brasil. Na sexta-feira, 28 de abril, está prevista uma greve geral contra propostas que tramitam na Câmara dos Deputados, como as reformas da previdência e trabalhista.

A professora declarou seu apoio e adesão à paralisação: “Pelo volume de catástrofes que vêm sendo propostas, isso é um desgoverno. Estamos sendo atacados em todas as dimensões. Em termos mais amplos, todas as conquistas das classes trabalhadoras do país estão sendo aniquiladas. Também estamos sendo atacados no ambiente da pesquisa e da pós-graduação, com o estrangulamento de recursos. Além das reformas educativas na escolas: ‘Escola sem partido’ é na verdade ‘Escola do meu partido’.”

Para Virgínia, este é um momento de luta. Mas essa luta imediata, mesmo sendo “tão grande, tão intensa e tão forte”, não pode apagar o horizonte mais amplo para onde a luta se dirige. “A luta imediata nos captura para uma prática que tem sido tristemente corriqueira nos últimos tempos. Ficamos focados na urgência e não conseguimos mais enxergar para onde caminhamos”, afirmou. Segundo ela, assistimos ao esgotamento do capitalismo do ponto de vista da humanidade: “O capitalismo está vivo, está ativo, segue em expansão. Mas a massa da população pode impedi-lo de se expandir se recusando a cumprir o papel que o capital exige. O limite para o sistema capitalista é quando os trabalhadores dizem ‘chega’. E é possível dizer isso de infinitas maneiras”.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

A exploração do agronegócio e dos recursos naturais, representando a devastação humana como um todo, também foi abordada pela pesquisadora. “Essa não é uma questão apenas da terra. É uma questão da terra, das árvores, dos animais, dos alimentos. É importante combatermos o desperdício de plástico, o uso de garrafa plásticas, por exemplo. Mas mais importante ainda é enfrentarmos, publicamente, quem engarrafa a água que é pública, que deveria ser pública”, alertou.

Em diversos momentos, Virgínia enfatizou a importância de se ir além das reivindicações urgentes: “Toda luta que não se dá conta de que o que está enfrentando é maior do que a luta imediata, está fadada a perder, a se desmobilizar. Por isso nossa luta deve sempre ir além, deve garantir mais do que direitos universais. Devemos lutar por uma vida capaz de ser chamada vida”. A professora acrescentou que, durante o governo do Partido dos Trabalhadores (PT), houve conquistas, mas também muitas derrotas. “Uma delas foi o desaprendizado da luta, a deseducação de um enfrentamento que garanta o mínimo. Precisamos exigir o que consideramos necessário para uma vida digna”.

Iniciativa privada

Outro tema abordado durante a palestra foi o crescimento da iniciativa privada e sua inserção em setores públicos do país. “No Brasil, a partir da década de 1990, principalmente, e até hoje, cresceu enormemente o número das Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (FASFIL). Temos hoje uma quantidade enorme dessa entidades, que são empresariais, pilotando educação, saúde, gestão municipal, gestão estadual, gestão da educação. Essas organizações se nutrem de contratos públicos, de vendas de programas educativos etc. Temos hoje mais de 300 mil FASFIL, que empregam mais de 500 mil pessoas”, informou.

Um dos exemplos de FASFIL citados pela professora foi o “Movimento todos pela educação” que, segundo ela, iniciou experiências de “adoção” de escolas, onde impõem medidas e reformulam toda a legislação da instituição. “Hoje, a ocupação de cargos públicos para consultores, conselheiros, peritos, etc exige a intermediação do ‘Movimento todos pela educação’. Essa apropriação do que é público, por empresas privadas, já está em curso no país há pelo menos 20 anos. Mas o desgoverno Temer acelerou isso de maneira impressionante”, afirmou.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Socialização do conhecimento

Virgínia também criticou a configuração atual da produção científica no país, com distribuição desigual de recursos e o favorecimento de determinadas áreas. “Não temos uma tradição de pesquisa no ensino fundamental, no ensino médio, no ensino superior e nem mesmo na pós-graduação. Por que isso? Por que essa elitização da educação, na qual só é pesquisador quem estiver em determinado núcleo?”.

O principal objetivo da pós-graduação, para a professora, deve ser a socialização da pesquisa e do conhecimento. “A pós-graduação não deve estar baseada em uma competição meritocrática alucinada. Isso tem pouco a ver com socialização. Se só uma parte da humanidade pode ter acesso ao melhor da humanidade, nós estamos em uma situação dramática”, afirmou. Virgínia explicou que a iniciativa privada, na universidade, introduz as formas do mercado dentro da pesquisa. A construção de pólos de excelência incentiva uma educação mercantil: “Isso acaba com a figura nacional do pesquisador. ‘Ganha mais quem é melhor’. A universidade pública jamais deve ser privatizada para garantir compensações salariais.”

Outra consequência do investimento de recursos privados no ensino público é a redução da reflexão crítica. “Esses pesquisadores se tornam totalmente a favor do mercado. A luta pela socialização da pesquisa, por um conhecimento pleno e humano, é uma luta pela humanidade. A pós-graduação forma, em princípio, gente comprometida com a pesquisa e com a docência. Infelizmente, hoje, não é isso o que acontece. Nossa pós conduz à hipercompetição, à fragmentação interna, à pesquisa utilitária e oportunista. A pesquisa utilitária se recusa a pensar o mundo”, afirmou.

No cenário internacional, segundo Virgínia, ocorre uma “privatização discreta” da produção do conhecimento: “Há um crescimento volumoso de entidades empresariais, aparentemente sem fins lucrativos, destinadas ao desenvolvimento científico de áreas específicas. Nos EUA, isso já é uma realidade impactante. Temos que combater a universidade pública financiada por empresas. Não se trata de apagar as opções teóricas, mas de permitir que elas se expressem coerentemente e não simplesmente pela força do dinheiro. O compromisso da ciência não pode ser com o empresariado, com a expansão do lucro. Precisamos defender essa ciência que, apesar de todas dificuldades, ainda é pública, e deve permanecer pública.”

Virgínia Fontes esteve em Florianópolis por dois dias e participou de outras atividades na universidade. No mesmo dia, ela ministrou uma segunda aula magna, do Instituto de Estudos Latino-Americanos (Iela/UFSC), com o tema “A crise brasileira e a luta de classes”. A cobertura desse evento pode ser conferida aqui.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

Greve Geral nesta sexta-feira, dia 28, tem adesão de sindicatos e setores da UFSC
Publicado em 26 de abril de 2017

Centrais Sindicais de todo o país convocaram uma Greve Geral nesta sexta-feira, dia 28 de abril. O movimento é contrário à lei da terceirização, já sancionada, e às reformas trabalhistas e previdenciárias, que devem ser votadas nesta semana no Congresso Nacional.

Os sindicatos ligados à UFSC já se manifestaram. Os técnicos-administrativos em Educação, filiados ao Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc) e os docentes filiados à Seção Sindical na UFSC do Andes-SN aprovaram a adesão em votações. O Sintufsc irá participar de diversas mobilizações, a começar pela atividade unificada prevista para o dia 27, promovida pelo Fórum Catarinense em Defesa dos Direitos, às 17h, na Praça do Sintraturb (ao lado do Terminal de Integração do Centro – Ticen). No local será montada estrutura de barracões para uma vigília. O Andes/UFSC realizará uma Assembleia Universitária na quinta-feira, dia 27, às 18h30, no Hall da Reitoria, para traçar estratégias de mobilização para docentes, técnicos e estudantes.

O Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical) realizou uma enquete com seus filiados para saber a opinião dos docentes sobre a paralisação. Responderam à pesquisa 495 filiados, dos quais 291 são professores da ativa e 204 são aposentados. Entre os docentes da ativa, 183 responderam que são favoráveis à paralisação, 99 contra e nove se abstiveram. Entre os aposentados, 49% afirmaram que são favoráveis ao movimento, 40,7% são contra e 10,5% se abstiveram. Depois de analisarem o resultado, os conselheiros da Apufsc decidiram convocar uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 28 de abril, às 9h, que decidirá sobre o posicionamento da Apufsc frente às Reformas da Previdência e trabalhista.

Outras centrais sindicais  de âmbito nacional e estadual, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central Sindical e Popular (CSP), o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setpesc), a Força Sindical, a Intersindical, a Nova Central Sindical de Trabalhadores e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) também manifestaram adesão. Os servidores da Prefeitura Municipal de Florianópolis e da Comcap irão paralisar. O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Florianópolis (Sintraturb) agendou uma assembleia para deliberar a paralisação para a noite de quinta-feira, dia 27. A previsão em Florianópolis é que haja uma oferta menor do transporte público, que a coleta de lixo seja suspensa, que algumas escolas e creches não tenham aulas e que as UPAs estejam fechadas.

Conforme calendário de mobilizações divulgado nas redes sociais pelos grupos organizadores, uma agenda de atividades está sendo construída. Estão sendo planejadas atividades no centro de Florianópolis a partir das 9h de sexta-feira. Uma marcha da UFSC ao centro da cidade tem saída prevista para o meio-dia, do Varandão do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Um grande ato está sendo programado para as 16h, na Praça Tancredo Neves.

Administração Central

A Administração Central da UFSC não encaminhou um comunicado formal, mas, esclareceu que, conforme posicionamento demostrado em ocasiões similares, solicita que sejam mantidas as atividades, porém sem que haja prejuízo aos estudantes, especialmente no que diz respeito a provas e avaliações e entrega de trabalhos.

Restaurante Universitário (RU)

A Direção do Restaurante Universitário da Trindade comunica que, em razão da informação recebida acerca da adesão de parcela de seus trabalhadores à greve, não será possível o preparo e fornecimento de refeições pela unidade. Para os estudantes isentos, o atendimento será garantido pelo RU do CCA, já acionado e mobilizado para absorção da demanda.

Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI)

A diretora do NDI, Eloisa Fortkamp, comunicou à Agecom por e-mail que os professores e servidores técnico-administrativos do Núcleo irão aderir à Greve Geral.

Colégio de Aplicação (CA)

A direção do CA publicou um comunicado no site da escola, direcionado aos pais e responsáveis, informando que um número expressivo de servidores docentes dos anos Iniciais, Finais e Ensino Médio e servidores técnico-administrativos dos diversos setores da escola irão aderir à Greve Geral. Dessa forma, alerta que o atendimento aos estudantes da escola ficará fortemente prejudicado neste dia.

Centro Tecnológico (CTC)

A direção do Centro informou, por e-mail, que, por se tratar de um movimento de adesão, seja por categorias ou individualmente, uma avaliação consistente da situação torna-se difícil e a margem de erro é significativa. Em vista disso, continuará monitorando a situação e, por precaução, enviará Memorando Circular aos docentes solicitando que não sejam feitas avaliações na sexta-feira e que os professores avaliem a evolução do movimento para decidir o que fazer nos diferentes períodos que ministram aulas.

Centro de Ciências Agrárias (CCA)

Haverá atividades de paralisação (professores, alunos e servidores) no hall do CCA, a partir das 7h30 . O RU-CCA irá atender os isentos do RU Trindade. Desta forma, a direção recomenda que a comunidade se organize em relação aos horários para evitar filas. A direção também pede compreensão a todos para dar direito de ir e vir a toda comunidade do CCA que necessite manter atividades essenciais e que foram marcadas com antecedência (bancas de mestrado, doutorado, concursos e outros). Para as aulas que ocorrerem, a ausência de transporte público também é condicionante para que a frequência dos alunos nas disciplinas desenvolvidas nas sextas-feiras não seja prejudicada. Como a paralisação ocorre na sexta, a direção lembra que será a terceira semana consecutiva sem conteúdo e recomendamos os meios cabíveis para não prejudicar a formação dos acadêmicos.

** Esta notícia será atualizada à medida que mais informações forem divulgadas pelos setores da Universidade **


Equipe Agecom/UFSC

UFSC sedia Simpósio Catarinense de Clínica, Cirurgia e Anestesiologia de Pequenos Animais
Publicado em 26 de abril de 2017

O I Simpósio Catarinense de Clínica, Cirurgia e Anestesiologia de Pequenos Animais será realizado entre os dias 4 e 6 de maio no campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) por meio do edital Proeventos e é promovido pelo Grupo de Estudos de Pequenos Animais (Gepa). logo-I-simcapeq

O Simpósio visa a integração de docentes, alunos e profissionais das universidades de Medicina Veterinária do estado, dos diferentes setores, promovendo atualização científica e o intercâmbio de experiências. Um dos objetivos é difundir e compartilhar novas técnicas e procedimentos cirúrgicos e clínicos em pequenos animais. “O Gepa é extremamente atuante na Medicina Veterinária da UFSC Curitibanos e vem promovendo vários cursos. Entretanto, é a primeira vez que sediaremos um evento deste porte na área de pequenos animais e estamos muito felizes em poder trazer profissionais e alunos do nosso estado”, diz a professora Marcy Lancia Pereira, coordenadora do I SimCaPeq.

Entre os temas destaque estão doença renal crônica em felinos, acupuntura na prática veterinária e diagnóstico de enfermidade respiratória.  As inscrições para o evento podem ser feitas pelo site até o dia 2 de maio, ou no local.

Mais informações pela página do evento.

Universidade argentina recebe inscrições para Escola Internacional de Inverno
Publicado em 26 de abril de 2017

A Secretaria de Relações Internacionais da UFSC está divulgando as inscrições abertas, até 19 de maio, para a Escola Internacional de Inverno de 2017, de 24 de julho a 4 de agosto, na Universidade Nacional do Litoral, na cidade de Santa Fé, Argentina. Os cursos são destinados a alunos de graduação e mestrado, também a esportistas e músicos internacionais.

A taxa de matrícula é US$ 350,00 para cada participante. Nesse valor está incluso o curso, o material de estudo, certificado de participação, treze noites no Hotel UNL- ATE, com café da manhã; almoço na Universidade; transporte para os cursos e para os programas turísticos incluídos em cada programa.

Cursos

1. Escola de questões latino-americanas – Desafios Contemporâneos para a América Latina

2. Escola de Música – Tango e música folclórica argentina e brasileira

3. Escola Esporte – O futebol argentino: Internacionalização de um fenômeno humano

As inscrições estarão abertas até 19 de maio.

Para mais informações acesse:

UFSC na mídia: Mulher com paralisia cerebral se forma em pedagogia na UFSC
Publicado em 26 de abril de 2017

Kamila Silva Pereira, de 29 anos, superou as dificuldades de locomoção e fala decorrentes de uma paralisia cerebral e formou-se em Pedagogia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Para chegar até a universidade, foram anos de dedicação e amor da mãe, como mostrou nesta terça-feira (25) o Jornal do Almoço.

Maria Jordelina da Silva sempre apoiou o desenvolvimento da filha. “Ela sempre desejou estudar e ser professora”, lembra. Maria acompanhou Kamilla em todas as etapas da vida, da reabilitação a escola. Elas chegaram a pegar seis ônibus por dia juntas.

“A minha mãe, com todo o amor, lutou por mim. E hoje eu tô aqui me formando”, conta Kamila. Na cerimônia de formatura, ela foi a primeira a entrar. “Eu quero dizer só uma coisa: é só acreditar e buscar o seu objetivo. Eu fui atrás e consegui”, disse emocionada, com o canudo na mão.

Fonte: G1

UFSC recebe comissão Qualis-CAPES/livros da área de Comunicação e Informação
Publicado em 26 de abril de 2017

Nesta quarta-feira, 26 de abril, estiveram na Biblioteca Universitária (BU/UFSC) 16 especialistas da área Comunicação e Informação para avaliar os livros das áreas e atribuir valores de L4 a L1. A Reunião da Comissão Qualis Livros da área de Comunicação e Informação da Capes ocorre até esta sexta, 28 de abril. O processo de avaliação contempla cerca de 3 mil livros de 66 programas de pós-graduação brasileiros das áreas de Comunicação, Ciência da Informação, Museologia, Arquivologia e Biblioteconomia.

Os livros enviados pelos programas correspondem à produção científica dos docentes no período de 2013 a 2016. É um acervo valioso e atualizado, que ficará à disposição da comunidade universitária na biblioteca.

Coordenação da comissão:

Mauricio Lissovsky (UFRJ) – Coordenador da Área de Comunicação e Informação da Capes

Marisa Bräscher (UFSC) - Coordenadora Adjunta da Área de Comunicação e Informação da Capes

Gisela Eggert-Steindel (UDESC)- Coordenadora de Mestrados Profissionais da Área de Comunicação e Informação da Capes

Professores convidados:

Gislene da Silva (UFSC)

Paula Sibilia (UFF)

Fernanda Bruno (UFRJ)

Fabricio Lopes da Silveira (UNISINOS),

Greiner Christine (PUC/SP),

Eduardo Cunha Morettin (USP)

Osmar Goncalves (UFC)

Maria Ataide (UFPA)

Bruno Leal (UFMG)

José Augusto Guimarães (UNESP)

Brigida Cervantes (UEL)

Icleia Thiesen (UNIRIO)

Julibio David Ardigo (UDESC)

FAM recebe inscrições de estudantes para competição de curtas-metragens
Publicado em 26 de abril de 2017

dest_famEstudantes de escolas de Cinema, Comunicação e Institutos de Formação Audiovisual do Mercosul podem se inscrever, até 15 de maio, na competição que será realizada durante o 21º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), em parceria com o Museu da Imagem e do Som (MIS/SC): o 1º Rally Universitário Floripa. Durante a competição, os participantes têm a missão de produzir um curta-metragem, com duração de três a cinco minutos, em até 100 horas contínuas de produção.

O MIS/SC, localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, será a base de produção e edição dos filmes durante o Rally, que ocorrerá paralelamente à programação do FAM, de 20 a 25 de junho de 2017. A competição tem o objetivo de incentivar a atividade de produção cinematográfica e o intercâmbio de conhecimento. Os estudantes também receberão palestras de roteiro, edição e som, além de reuniões gerais com conselheiros especializados em cada etapa da produção. As obras fílmicas finalizadas serão exibidas conforme o regulamento.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo e-mail rally@famdetodos.com.br. Cada candidato deve baixar a carta da universidade e o formulário de inscrição disponíveis no site do FAM, preenchê-los e encaminhá-los por e-mail.

Mais informações pelo e-mail rally@famdetodos.com.br e pelo site do FAM.

Inovação na indústria metalmecânica é tema de seminário em Joinville
Publicado em 26 de abril de 2017

WhatsApp Image 2017-04-25 at 22.39.12O 3º Seminário Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação na Indústria Metalmecânica será realizado na próxima quarta-feira, 3 de maio, no Senai Joinville. O evento é organizado pela Secretaria de Inovação (Sinova) da Universidade Federal de Santa Catarina, com apoio da direção do Campus UFSC Joinville, Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC/SENAI) e  Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

O objetivo do seminário é promover o encontro entre a UFSC, a FIESC/SENAI e o INPI, para apresentar e destacar a importância da pesquisa e inovação em temas relacionados ao desenvolvimento da indústria metalmecânica no Brasil, considerando aspectos estratégicos para o desenvolvimento do país. O tema principal será o papel da Indústria Metalmecânica na solução de problemas, em especial para setores como transporte e logística, contribuindo para o desenvolvimento na economia regional, e trazendo uma perspectiva para melhorias na infraestrutura dos portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e outros, de modo a contribuir com o estudo e a geração de ações que resultem na modernização e na diversificação da matriz industrial catarinense

No seminário serão destacadas as melhores práticas, soluções e inovações do setor, o desenvolvimento tecnológico da indústria, tomada de decisões estratégicas (patentes e publicações, quadro geral sobre esta indústria) e inovações de P&D para o setor metalmecânico – demandas e perspectivas, bem como o seu marco regulatório. O evento integra a projeto Mais Ciência, da Fundação José Boiteux (Funjab), com patrocínio do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

As atividades serão realizadas das 15h às 20h, no auditório do Senai Joinville. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas online.

Mais informações no site.

Evento internacional debate ‘A nova ideologia econômica da ciência e a repolitização do campo’
Publicado em 26 de abril de 2017

dest_coloquio_mauricio_servaIniciou nesta quarta-feira, 26 de abril, o VI Colóquio Internacional de Epistemologia e Sociologia da Ciência da Administração. A primeira palestra do encontro foi ministrada por Maurício Serva, coordenador do Núcleo Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento (ORD) da UFSC. Serva abordou o negócio de duas grandes empresas, a nova autoridade científica e a repolitização do campo, que segundo ele é fruto da era digital e formou uma ideologia absurda aos papers e artigos.

O coordenador do ORD apresentou dois grandes player globais: a Thomson Reuters e a Elsevier. Abordou dados e histórico das empresas. Conta que “essas empresas comandam as maiores bases de dados do mundo, criam informações e índices de referência, indexam revistas, possuem um aparato de TI fantástico, amparado pela capacidade financeira invejável”. Destaca o lucro das empresas multinacionais do campo científico, editoras, prestadoras de serviços de TI e base de dados, ao explorar os produtos científicos. “Seus lucros provêm da cobrança pelo acesso aos seus arquivos, seja pelos vultosos contratos com bibliotecas de universidades em todo o mundo, com institutos governamentais, como também pelos acessos cobrados à indivíduos interessados, em geral os próprios cientistas.”

Serva aponta as características sobre a nova autoridade científica. Ele afirma que existe uma hipervalorização dos produtos e que a boa ciência é definida por estas empresas. Questiona a afirmação de que o artigo mais citado é melhor. “Realidades e problemáticas locais não interessam, se quer participar dessas revistas, você tem que trabalhar temas globais”. A língua inglesa é absoluta e existe uma padronização dos temas. Neste contexto, vive-se um ciclo fechado e vicioso. Serva define o pesquisador, neste caso, como pateta. “Ele faz a pesquisa e elabora o paper todo dentro daquilo que as revistas desejam. Envia, paga por isso, o paper é publicado, e depois ele não tem, na maioria das vezes, como acessar. Ele precisa pagar assinatura na base de dados, ou se valer da sua universidade para ter o acesso.” Serva classifica os governos como desnorteados, pois precisam pagar base de dados, e muitas vezes essas empresas impõe altos preços aos produtos. Serva finaliza este tópico dizendo que “ o novo argumento da autoridade científica subjaz interesses puramente econômicos.”

Em relação à repolitização do campo, termo utilizado por Serva para denominar a “reação a este estado de coisas”, são apresentadas diversas ações que são contrárias a este cenário. Serva classifica duas práticas apresentadas na palestra como guerrilha dos jovens: a luta de Aaron Swartz e de Alexandra Elbakyan. Serva evidenciou a luta de Aaron Swartz – programador estadunidense, um dos fundadores do Reddit e da organização ativista online Demand Progress. Swartz ficou conhecido após ser acusado de hackear os servidores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e roubar cerca de 5 milhões de artigos acadêmicos. Ele se voltava contra o pagamento do produto da ciência, conta Serva. Alexandra Elbakyan é uma bioengenheira de 27 anos nascida no Cazaquistão. Criou em 2011 um repositório aberto de artigos chamado Sci-Hub. Este site é alimentado com documentos protegidos pelas rígidas regras de grandes periódicos. A União Européia e o Horizon Program, o “Manifesto acadêmico” em 2015, o “Slow Science” em 2013, o boicote à Elsevier e os artigos publicados na mídia, são outros exemplos da “pequena faceta da reação”. Serva ressalta que a luta é enorme e cabe a todos pelo menos ter a consciência  desse momento histórico que nós estamos vivendo e com consequências imprevisíveis.

O Colóquio

O VI Colóquio Internacional de Epistemologia e Sociologia da Ciência da Administração ocorre até a próxima sexta-feira, 28 de abril, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.  É realizado pelo Núcleo de Pesquisa Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento (ORD). Conta com o apoio da UFSC, do Centro Socioeconômico (CSE), do Departamento de Ciências da Administração (CAD), e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Essa edição constitui-se de quatro subtemas: Análise Epistemológica da Administração (ANE), Sociologia da Ciência da Administração (SOC), Racionalidade nas Organizações (RAC) e Análise Epistemológica de Domínios Específicos (ADE). O objetivo do Colóquio é promover um evento de referência aos estudos sobre epistemologia e sociologia da ciência da administração em âmbito internacional; integrar pesquisadores em uma rede cujas temáticas sejam pertinentes e contribuam para o desenvolvimento do conhecimento da área; fomentar discussões sobre o rigor na produção científica, com destaque para a problemática da epistemologia e da sociologia da ciência nos estudos organizacionais. Confira a programação completa aqui.

Mais informações no site.

Diana Hilleshein/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC

Projeto Capoeira da Ilha promove aulas na UFSC
Publicado em 26 de abril de 2017

O projeto de extensão Capoeira da Ilha, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove capoeira no campus de Florianópolis e na cidade. As aulas são realizadas de segunda a sexta-feira e não há limite de vagas. A atividade será ministrada no ginásio de alumínio do Centro de Desportos (CDS), pelo professor “Polegar”. No Colégio de Aplicação, as aulas serão com o contramestre Kiko. Também haverá aulas no Mercado Público.

Mais informações pelo e-mail: dmeneghello@yahoo.com.br.

Curso de Geologia promove debate sobre feminismo nesta quinta
Publicado em 26 de abril de 2017

O Grupo de Mulheres do Centro Acadêmico Martelo de Prata em parceria com professoras do Curso de Graduação em Geologia da UFSC promove, nesta quinta-feira, 27 de abril, uma roda de conversa com o tema “Geologia e Feminismo: (Pré) Conceitos e Histórias”. O evento pretende debater o machismo sofrido por mulheres geólogas na universidade e no mercado de trabalho, além de fazer uma retrospectiva da história das mulheres na ciência.  

A roda de conversa será realizada no miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), às 18h30, e vai contar com a presença das professoras Luana Moreira Florisbal, Manoela Bettarel Bállico, Liliana Osako, Patrícia Hadler e Ingke Müller. A atividade faz parte da programação do projeto Quintas Geológicas, que tem como objetivo promover a discussão de assuntos relacionados à Geologia e a integração da comunidade acadêmica.

Mais informações no Facebook.
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Inscrições para minicurso ‘Virando o Jogo: Explorando Limites Pessoais’ que ocorre em julho
Publicado em 26 de abril de 2017

Mais uma edição do minicurso “Virando o Jogo: Explorando Limites Pessoais” será realizado em 8 de julho (sábado), das 9h às 18h, pela Escola de Extensão da UFSC. O curso é destinado ao desenvolvimento pessoal dos participantes, onde serão apresentados conhecimentos da Psicologia aplicados à vida cotidiana.

Inscrições online pelo site.

Virgínia Fontes aborda luta de classe e capital-imperialismo em aula magna na UFSC
Publicado em 26 de abril de 2017

Virgínia Fontes iniciou a aula magna do Instituto de Estudos Latino-Americanos (Iela) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no dia 24 de abril, com a proposta de fazer um bate-papo sobre alguns elementos da crise contemporânea. O capital-imperialismo, objeto de sua pesquisa mais recente, foi a tônica do momento. A palestrante também abordou o contexto político brasileiro e a importância de uma estratégia para a superação do capitalismo. A palestra foi realizada no auditório da Reitoria, após a troca de local devido à grande procura. Ainda assim, o lugar ficou lotado e muitas pessoas permaneceram sentadas no chão para assistir à aula.

Aula Inaugural da APG - Foto Henrique Almeida-9

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Virgínia Fontes é historiadora, com mestrado na Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutorado em Filosofia na Université de Paris X, Nanterre. Em seu último livro publicado, “O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história” (2010), ancora-se em um referencial marxista para analisar a luta de classes do Brasil contemporâneo. A expressão capital-imperialismo é usada para designar a expansão do capitalismo e aprofundamento do imperialismo após a Segunda Guerra Mundial.

Na mesa também estavam presentes o professor e presidente do Iela, Nildo Ouriques, e o diretor do Centro Socioeconômico (CSE), Irineu Manoel de Souza. Ouriques introduziu a aula e disse que “a classe dominante decretou uma guerra contra a classe trabalhadora”. E foi enfático ao falar da necessidade de a universidade se tornar um ambiente político, trazendo a realidade para dentro da sala de aula e superando o caráter escolástico da educação.

Sobre o contexto político no Brasil, Virgínia Fontes relacionou o desmonte dos direitos dos trabalhadores com o que chamou de um “golpe cheio de contradições”, sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff, mas com uma direção clara: a rapinagem dos recursos públicos. E no que se refere aos ajustes econômicos que estão sendo colocados em prática no país, contextualizou que há 20 anos situações são empurradas com o pretexto de ser um momento de urgência. E enfatizou que não vale a pena entrar na luta para conseguir apenas ajustes menores.

Em sua crítica ao sistema capitalista, afirmou que essa forma de organização social só existe desgastando a natureza, na eterna busca pela expansão do capital. E observou que a classe trabalhadora, cada vez mais extensa e heterogênea, precisa ter claro um norte estratégico para a luta, que, segundo ela, não se dará na negociação com a burguesia, “a conquista da democracia não se faz pelo negociamento com o capital, mas no enfrentamento do capital”.

Entre os motivos da condição socioeconômica do país, Virgínia apontou a displicência das universidades e o “hiperativismo” empresarial, sobre o qual dá exemplos: a formulação da política de educação por grandes empresas e o financiamento de ONG’s. Segundo ela, o ativismo burguês obtém adesão popular ao capital e abre campo para movimentos de extrema direita.

A historiadora observa que em uma sociedade capitalista o desenvolvimento é entendido como a expansão do capital, questionando: queremos mais PIB ou mais qualidade de vida? E reitera: “expansão do capital não é expansão da vida boa”. Finalizou a aula posicionando-se a favor da democracia dentro de uma sociedade socialista, e não uma democracia que a inclua em uma sociedade capitalista. Na sequência, foi oportunizado ao público um espaço para perguntas.

Em breve, a aula será disponibilizada no site do Iela.

Lavínia Beyer Kaucz/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC

Palestra dia 2 de maio com vice-presidente da Intel objetiva parceria acadêmica
Publicado em 26 de abril de 2017

Margaret Burgraff, vice-presidente do Grupo de Software e Serviços (SSG) e Gerente Geral de Geografias Globais e Desenvolvimento de Negócios da Intel Corporation, estará na UFSC no dia 2 de maio (terça-feira), para palestra no Auditório da Reitoria, aberta aos estudantes de qualquer formação, com o objetivo de estabelecer parceria acadêmica entre Intel e UFSC

9h30 - Audiência no Gabinete da Reitoria

  • Criação de Centro de Excelência em Machine Learning na UFSC com apoio/suporte Intel
  • Doação de Servidor de Alta Performance (HPC) – Xeon ou Xeon Phi
  • Treinamento / Suporte Remoto
  • Acesso ao Cluster da Intel focado em Machine Learning para pesquisa / testes

10h - Palestra “Planeje sua carreira e veja como fazer parte do time Intel”

O que é a Intel Software, qual o papel dos engenheiros e desenvolvedores nesta multinacional e o que é necessário para entrar no mercado de inovação atual.

Mostra fotográfica ‘Vida Cotidiana de Trabalhadoras Domésticas’ começa na terça no hall da Reitoria
Publicado em 26 de abril de 2017

A mostra de fotografias “Vida Cotidiana de Trabalhadoras Domésticas” será realizada entre os dias 2 e 15 de maio no hall da Reitoria da UFSC, em Florianópolis. A abertura da exposição acontecerá às 18h30. A atividade é desenvolvida pelo Núcleo de Estudos e Constituição do Sujeito (NETCOS), com apoio do CNPQ e do Programa de Pós-graduação em Psicologia (PPGP) da UFSC.

Convite Mostra

 

 

 

UFSC na mídia: professor do campus Blumenau lança projeto ‘Galileu’
Publicado em 26 de abril de 2017

O Professor de Física da UFSC campus Blumenau, Eslley Scatena, convoca os alunos para uma missão “interestelar”: o recém-lançado projeto Galileu propõe a construção e motorização de um telescópio refletor para observar tanto planetas, o Sol e a Lua, quanto aglomerados de estrelas, nebulosas e galáxias. A iniciativa ainda oferecerá um curso de introdução à astronomia, o desenvolvimento de atividades para ensino de matemática e física, além de um treinamento para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, voltado aos alunos do ensino médio de Blumenau e região.

Fonte: Rafael Martini/DC

Alunos e professores discutem na UFSC a reforma ou a contrarreforma do ensino médio
Publicado em 26 de abril de 2017

Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

Seminário sobre a Reforma do Ensino Médio, no auditório do EFI da UFSC. Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

“A escola é nossa”. A frase em destaque no cartaz do Seminário sobre a Reforma do Ensino Médio, realizado no dia 25 de abril, no auditório do Espaço Físico Integrado (EFI) da UFSC, relembra as ocupações de estudantes nas escolas, em 2016, desfavoráveis à Medida Provisória 746. Imposta em fevereiro deste ano pelo Governo Federal, o fato gerou críticas pois não abriu espaço para o diálogo ou a reflexão com a sociedade.

O texto instituiu a segmentação de disciplinas de acordo com áreas do conhecimento e a implementação gradual do ensino integral. A forma polêmica como o governo o aprovou provocou discussões em diferentes partes do país. O evento na UFSC é mais uma dessas iniciativas e foi organizado pelos professores da disciplina de Organização Escolar do Departamento de Estudos Especializados em Educação do Centro de Ciências da Educação (CED), e pelos alunos do Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de História. Seu foco central são os impactos que a reforma causará na organização escolar e no trabalho docente. O evento foi transmitido ao vivo pela internet.

As apresentações da parte da manhã foram feitas pelas professoras da área de Educação da UFSC, Jocemara Triches, Roselane Fátima Campos, e da Udesc, Marileia Maria da Silva.

Roselane Campos, que possui uma trajetória de pesquisa no campo de Política Educacional, Educação e Infância, foi a primeira a falar, e repudiou a forma como o governo vem conduzindo a reforma e aproveitou o espaço para chamar a categoria docente à paralisação geral do próximo dia 28 de abril. Desde o semestre passado, a professora está envolvida no estudo e na discussão da “contrarreforma”, como assim a definiu, período marcado pelas movimentações e mobilizações dentro e fora da UFSC.

Para a professora, a ação “não é só mais um debate, mas uma luta contra um processo extremamente autoritário, que exige além do discurso na academia, uma ação política”. E pondera que os aspectos da medida aprovada pelo Congresso Nacional altera substancialmente a Lei de Diretrizes e Base (LDB) da Educação e impacta substancialmente no cotidiano da escola.

Observa que na LDB, o conteúdo que diz respeito ao Ensino Médio foi o mais alterado nos últimos anos. E que em 20 anos as alterações são normais, mas em comparação ao texto original, a quantidade assusta e indica um sintoma de que algo está errado.

“Ao longo do processo histórico de constituição dos sistemas de ensino no Brasil e da concepção de Educação Básica há uma longa discussão sobre a identidade do Ensino Médio”, explica Roselane. Essa disputa histórica é agravada por vários fatores conjunturais. As críticas à reforma apontam para o aumento da evasão escolar, da desigualdade social e educacional, e na queda da qualidade na formação dos jovens com pensamento crítico.

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

As professoras da área de Educação da UFSC, Jocemara Triches, Roselane Fátima Campos, e da Udesc, Marileia Maria da Silva, conduziram o debate na parte da manhã. Foto: jair Quint/Agecom/UFSC

O atual governo apresenta nas propagandas veiculadas a reforma como “prazerosa, que atende a necessidade dos jovens de escolha”. As quatro dimensões definem o currículo flexível, o carro-chefe da reforma governamental: itinerários ou percursos formativos, organização curricular por meio de módulos ou créditos, certificações intermediárias e terminalidades específicas.

A flexibilidade estava ligada à autonomia da escola, discutia-se em grupo de forma democrática. Autonomia hoje é pensada a partir do sujeito que escolhe não somente uma terminalidade, mas onde parar, em que momento pode ser certificado ou diplomado, uma série de possibilidades que ficam a critério dos sistemas educacionais.

Em números, explica que atualmente o EM tem 800 horas por ano, por três anos, 2400 horas, quatro horas por dia de aula. A MP já falava do aumento de 1800 horas por ano. A medida diz que até 2021 a carga horária do EM mudará. Em 2018 passará a ser 1000 horas por ano, por três anos, 3000 horas, cinco horas por dia. A partir de 2021 passará para 1800 horas, por três anos, sete horas diárias.

E alerta para que “a partir de 2 de março de 2017, ou seja como mudou a LDB, todas as escolas estão na ilegalidade. E o Ministério Público bate à porta, exige o cumprimento”.

Roselane aponta que houve um amplo debate sobre as disciplinas de Sociologia, Arte, Filosofia e Educação Física, que foram incorporadas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Isto significa que os todos os currículos do EM se organizarão nessa base que terá no máximo 1800 horas. Exceto Português e Matemática, todas as outras matérias passam a integrar a parte flexível, porém quem definirá quem irá compô-la são os sistemas.

A base será objeto de avaliação nacional, diferentemente da flexível, que será feita pelos sistemas, podendo criar seu mecanismo próprio de avaliação. Considerando o que diz a MP, que de 2017 até 2020 haverá 3000 horas de currículo, e que o teto máximo é de 1800 horas, totalizará 60% da carga horária para a base e 40% para essa parte flexível, que é a especificidade a ser escolhida pelos jovens. Depois dessa data quando passar para 4200 horas, a base representará 1200 horas, 42% do peso curricular e 2400 horas ou 57% da matriz curricular é para a flexível.

“Não há exigências de que a base seja integrada à parte flexível. Na MP teria que ser integrada, agora a lei fala em ser harmonizada, o que na lógica de trabalhar com certificações intermediárias não poderá integrar porque o jovem poderá fazer a base em uma escola e a parte flexível em um curso técnico”, exemplifica.

Outras vertentes do assunto continuaram na pauta do evento no período da tarde e da noite do dia 25 como a implementação da reforma na Rede Estadual de Educação e sujeitos envolvidos, BNCC e formação docente.

Mais informações pelo e-mail: j.triches@ufsc.br

 

Rosiani Bion de Almeida/Equipe Agecom/UFSC

 

Roda de Conversa sobre acesso, ingresso, permanência e perspectivas ameríndias nesta quarta no CFH
Publicado em 26 de abril de 2017

roda conversa 26-04-17

O Núcleo de Audiovisual e de Comunicação (Nuvem) do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC convida a todos para a Roda de Conversa “Acesso, ingresso e permanência traçando ideias – as perspectivas ameríndias no CFH/UFSC”, que será realizada nesta quarta-feira, 26 de abril, das 15h às 17h30, na Sala 110, no 1º andar do Centro. Mais informações no evento no Facebook.

DIVULGA UFSC – 26/04/2017 – edição 867
Publicado em 26 de abril de 2017

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

www.divulga.ufsc.br – 26/04/2017 – Edição 867

Conselho Universitário aprova título de Professor Emérito a Dilvo Ilvo Ristoff

O Conselho Universitário (CUn) aprovou, por unanimidade, o título de Professor Emérito ao docente aposentado Dilvo Ilvo Ristoff, lotado no Departamento de Língua e Literatura Estrangeira, quando em atividade. A honraria está prevista no Estatuto da UFSC, “pelos altos méritos profissionais ou por serviços prestados à instituição”. Dilvo foi o primeiro reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Continue a leitura » ».

Última semana para participar da consulta pública do Plano de Logística Sustentável da UFSC

Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS) 2017 da UFSC está em consulta pública até 1º de maio. O objetivo do PLS é orientar as ações relacionadas à sustentabilidade em todos os setores, abrangendo questões ligadas à gestão, pesquisa, ensino e extensão. Toda a comunidade universitária pode participar e contribuir com sugestões: o objetivo é torná-lo efetivo, exequível e reflexo dos problemas e anseios levantados na UFSC relacionados à sustentabilidade.  A minuta do PLS foi resultado do trabalho de mais de dois anos da Comissão Permanente de Sustentabilidade (CPS) com colaboração de diversos setores. Continue a leitura » ».

Prodegesp divulga chamada pública de redistribuição de cargos para TAEs

O Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP/Prodegesp) divulgou a  Chamada Pública  nº 01/2017 para manifestação de interesse, até o dia 5 de maio, para redistribuição de cargos ocupados por servidores da carreira técnico-administrativa em Educação de Instituições Federais de Ensino com interesse na redistribuição do seu cargo para a UFSC.   Há 25 vagas disponíveis nos cinco campi da Universidade: Araranguá, Blumenau , Curitibanos, Florianópolis e Joinville. Mais informações pelo telefone (48) 3721-9240 ou no site da Prodegesp.

Núcleo de Estudos promove 13ª Conferência Internacional de Diáspora e Teatro Irlandês

O Núcleo de Estudos Irlandeses (NEI/DLLE/PPGI) promove nesta quinta e sexta-feira, dias 27 e 28 de abril, no Auditório Henrique Fontes (CCE, Bloco B), a 13ª Conferência Internacional de Diáspora e Teatro Irlandês. O Irish Theatrical Dispora Conference é um evento internacional itinerante de Literatura e Teatro Irlandês, e em sua 13ª edição terá como tema o Teatro Irlandês e a América Latina. O evento contará com a apresentação gratuita e exclusiva de duas peças no Teatro da UFSC. As inscrições podem ser feitas pelo link. Confira a programação no facebook.

Pós-Graduação em Inglês promove Seminário sobre literatura norte-americana e a guerra do Vietnã

O Programa de Pós-Graduação em Inglês promove, na quinta-feira, 27 de abril, das 17h45 às 18h45 o Open Seminar: “U.S. Literature and the Vietnam War”, com o professor Thomas LaBorie Burns  (UFMG). O evento será realizado na Sala Machado de Assis (CCE – Bloco B – 407).

Cinema Mundo exibe “Sob a sombra” dia 27

O Projeto Cinema Mundo dá continuidade ao tema “Expressões do Horror”, apresentando “Sob a Sombra” (2016), a co-produção do Quatar, Jornânia e Reino Unido, escrito e dirigido por Babak Anvari. A sessão, com entrada franca, acontece dia 27 de abril, quinta-feira, às 18h30 no auditório Elke Hering da Biblioteca Universitária e contará com os comentários de Marcia Mendonça e Iur Gomez.

Projeto CineARQ inicia programação com o filme ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’, de Glauber Rocha

O projeto CineARQ, do curso de Arquitetura e Urbanismo inicia a programação de filmes no dia 27 de abril, às 18h30, nas arquibancadas do Departamento de Arquitetura e Urbanismo. O filme de abertura do projeto será o “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha.  Continue a leitura » ».

‘Jornalismo, Cultura e Identidade’ no Círculo de Leitura de Florianópolis

Marcado para esta quinta-feira, 27, a partir das 18h30, na Sala Harry Laus da Biblioteca Universitária, o Círculo de Leitura de Florianópolis. Nesta edição, Renan Antunes, Dorva Rezende e Paulo Clóvis Schmitz debatem ‘Jornalismo, Cultura e Identidade’ sob a coordenação do jornalista Moacir Loth. Informações: alcides-buss@hotmail.com .

Projeto ‘Música no Lago’ estreia nesta quinta com Jéferson Dantas e Pablo Mizraji

Nesta quinta-feira, dia 27 de abril, às 12h30, no laguinho da UFSC, será realizada a primeira apresentação do Música no Lago de 2017. Nesta edição, o projeto recebe Jéferson Dantas e Pablo Mizraji. A dupla, que começou a parceria em 2010, fará uma apresentação com canções consagradas da MPB e algumas canções autorais. Continue a leitura » » .

Colóquio de Cinema Documentário discute estratégias experimentais

O curso de graduação em Cinema promove, nesta quinta-feira, dia 27 de abril, às 14h, o “1º Colóquio Experimento(s) do/no Cinema Documentário”. O evento acontece no auditório do Espaço Físico Integrado (EFI). A iniciativa tem como objetivo proporcionar um espaço para exposição de pesquisas que discutem as estratégias experimentais do cinema documentário. Continue a leitura » ».

Exposição ‘Silêncio’ marca inauguração de nova galeria da arte da UFSC

Um tapete de grama envolto em plástico transparente conduz a um totem com nove quadros, representando três grandes telas. Nas paredes brancas há outras oito telas e ao final dessa exposição ainda há a mesma porta de entrada do Centro de Cultura e Eventos. Agora, porém, sem o balcão de recepção e a antessala, o outrora corredor de entrada é agora a mais nova galeria de arte da UFSC. A inauguração do Espaço Expositivo ocorreu no final da tarde do dia19 de abril, com a exposição Silêncio, da artista catarinense Albertina Prates. Continue a leitura » ».

Teatro da UFSC recebe nos dias 27 e 28 dois espetáculos integrantes do ‘Irish Theatrical Diaspora’

A 13ª edição do congresso internacional e interdisciplinar “The 13th Annual Irish Theatrical Diaspora: Irish Theatre and Latin America” será realizada no auditório Henrique Fontes (CCE) nos dia 27 e 28 de abril. É a primeira vez que o evento acontece num país da América Latina. Veja a programação completa do evento neste link. No Teatro da UFSC, dia 27, às 20 horas, será apresentada a peça-documentário “As Duas Mortes de Roger Casement”. E dia 28, às 17 horas, será apresentada a leitura da peça “Eclipse”, de Patricia Burke Broghan, com tradução e direção de Alinne Fernandes e elenco com alunos de Artes Cênicas da UFSC. Os espetáculos são gratuitos, com ingressos distribuídos na bilheteria do Teatro uma hora antes do início. Continue a leitura » ».

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Projeto 12:30 recebe nesta quarta show de Mustache Maia
Publicado em 26 de abril de 2017

Nesta quarta-feira, 26 de abril, o Projeto 12:30 recebe o som do blues de Mustache Maia. O cantor e baixista é acompanhado de Luis Mega, no teclado, Wilson Souza, na bateria e Juliano Rosa, na guitarra. O show é gratuito e aberto à comunidade e será realizado às 12h30min., em palco montado ao lado do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis.

Mustache-Maia, foto em WEB-600

Foto: divulgação

Mustache Maia

Natural de Porto Alegre (RS), o vocalista, baixista, compositor e letrista, com 28 anos na estrada do blues, começou na cena musical gaúcha participando da antológica Ecos do Mississipi, uma das principais bandas que abriram as portas para o gênero em 1988. Após a dissolução do grupo em 1990, Mustache reuniu nomes de peso para desenvolver novo trabalho: a Blues Band. Como havia uma inflação de bandas com a terminação “blues band” surgindo no cenário portoalegrense, Mustache repensou a identidade e o nome da banda – surgiu então a Old Friend’s Blues.

Já em Florianópolis, Mustache foi convidado para fazer vocal e baixo na Floripa Blues Band, decidindo, então, montar uma nova Old Friend’s Blues, com seu velho companheiro Pé Lopes, na bateria, e Armandinho de Floripa, na guitarra.

Em agosto de 2001, Mustache participou – com a Old Friend’s Blues e como convidado da Floripa Blues Band – do Tim Blues Festival. Na última noite, no teatro do CIC, tocou ao lado de Big Gilson, da Big Allanbik, e convidados no tributo a John Lee Hooker. Já em 2002, elaborou o projeto Lendas do Blues, que consiste em shows especiais sobre grandes artistas do blues norte-americano (Tributo a Freddie King, Tributo a Albert King, Tributo a Muddy Waters e Homenagem a Buddy Guy e B.B King foram realizados com sucesso).

Como produtor, fez o Encontro do Blues Ilhéu (quatro edições), Merco Blues (duas edições), Floripa Blues Festival (duas edições), Quintas Summer Blues (duas edições) e o Summer Blues (duas edições).

Projeto 12:30

Realizado pelo Departamento Artístico-Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Projeto 12:30 apresenta, quinzenalmente, às quartas-feiras, durante o período letivo, atrações culturais gratuitas, como música, dança e teatro, no Varandão do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto devem entrar em contato com o DAC pelos telefones (48) 3721-9447 ou 3721-3853, ou pelo e-mail projeto1230@contato.ufsc.br

Serviço:

O quê: apresentação do músico Mustache Maia. 

Quando: quarta-feira, 26 de abril de 2017, às 12h30min. 

Onde: Projeto 12:30, ao lado do Centro de Cultura e Eventos, Praça da Cidadania, Campus da UFSC, Trindade, Florianópolis (SC). 

Quanto: gratuito e aberto à comunidade. 

Contato: Projeto 12:30 – Departamento Artístico-Cultural (DAC) / Igrejinha da UFSC, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis (SC) / (48) 3721-2497, 3721-9447 e 3721-3853 / www.dac.ufsc.br 

Mustache Maia:mustachemaia@hotmail.com

 

[CW] DAC/SeCArte/UFSC

Teatro da UFSC recebe nos dias 27 e 28 dois espetáculos do ‘Irish Theatrical Diaspora’
Publicado em 25 de abril de 2017

A 13ª edição do congresso internacional e interdisciplinar “The 13th Annual Irish Theatrical Diaspora: Irish Theatre and Latin America” será realizada na Universidade Federal de Santa Catarina, no auditório Henrique Fontes do CCE e no Teatro da UFSC, nos dia 27 e 28 de abril de 2017. É a primeira vez que o evento acontece num país da América Latina. Veja a programação completa do evento neste link.

No Teatro da UFSC, na quinta-feira, dia 27, às 20 horas, será apresentada a peça-documentário “As Duas Mortes de Roger Casement”, com texto e direção de Domingos Nunez e elenco da Cia Ludens, de São Paulo (pela primeira vez em Santa Catarina). E na sexta-feira, dia 28, às 17 horas, será apresentada a leitura da peça “Eclipse”, de Patricia Burke Broghan, com tradução e direção de Alinne Fernandes e elenco com alunos de Artes Cênicas da UFSC.

Os espetáculos são gratuitos e abertos ao público. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do Teatro uma hora antes do início do espetáculo. O evento contará com tradução simultânea.

 

Apresentação 1: 

AS DUAS MORTES DE ROGER CASEMENT

Última montagem da Cia Ludens, sediada em São Paulo, As Duas Mortes de Roger Casement é uma peça-documentário musicada que busca retratar a vida do cônsul e revolucionário irlandês Roger Casement.

Resultado de uma pesquisa de pós-doutorado do diretor da companhia, Domingos Nunez, junto a UNESP/São José do Rio Preto, sob a orientação do Prof. Dr. Peter James Harris e com a produção de Beatriz Kopschitz Bastos, este projeto tem como um de seus principais objetivos apresentar ao público brasileiro a personalidade e trajetória de Roger Casement.

Considerado um dos precursores na luta pelos direitos humanos, Casement atuou como cônsul da coroa britânica na África e no Brasil no final do século XIX e início do século XX, antes de se envolver integralmente com as lutas pela independência da Irlanda. Seu envolvimento com os movimentos separatistas culmina com sua captura, prisão e condenação em 1916.

Intelectual corajoso, Casement investigou e relatou abusos e atrocidades cometidas no Congo e na região amazônica por empresas estrangeiras protegidas por governos colonialistas. Negros e indígenas estavam sendo escravizados e forçados a extrair borracha. Ao perceber a relação existente entre a exploração de povos africanos e indígenas e a Irlanda, então colônia da Inglaterra, Casement abandona seu cargo diplomático e passa a militar exclusivamente pela causa irlandesa.

Entretanto, além de inúmeros outros registros oficiais, ele deixou diários escritos na África e na Amazônia brasileira e peruana, que ficaram conhecidos como “Diários Negros”. Esses documentos, de autenticidade contestada, contêm relatos de experiências homossexuais promíscuas que Casement manteve com menores de idade em países tropicais, em troca de dinheiro. O aparecimento desses diários durante o processo instaurado pela justiça inglesa para julgar Casement por alta traição foi determinante para a sua condenação.

A peça As Duas Mortes de Roger Casement procura ilustrar em dois atos as duas facetas que compõem a personalidade dessa personagem.

 

As Duas Mortes de Roger Casement. Foto: Leekyung Kim

As Duas Mortes de Roger Casement. Foto: Leekyung Kim

FICHA TÉCNICA:

Texto e direção: Domingos Nunez

Produção: Beatriz Kopschitz Bastos e Silvia Marcondes Machado

Elenco: Amanda Acosta, Bruno Perillo, Chico Cardoso, Eliseu Paranhos, George Passos, Kiko Pissolato, Paulo Bordhin, Taiguara Nazareth e o Pianista DemianPinto

Composição musical: Alberto Heller

Letras: Domingos Nunez

Direção musical: Eliseu Paranhos

Cenografia e figurinos: Cassio Brasil

Iluminação: Aline Santini

Preparação de elenco: Inês Aranha

Preparação corporal: Janette Santiago

Design de som: André Omote

Operação de luz: Gabriela Araújo

Operação de som: Jeferson Santos

Camareira: Lili Rosa

Assistente de produção: Marcela Sanchez

Assistente de palco: João Jullo

Fotos: Leekyung Kim

Realização: Cia Ludens

A Cia. de Teatro

A Cia Ludens é uma companhia de teatro, sediada em São Paulo, que se dedica à pesquisa sobre tradução e encenação de peças irlandesas ou de temática irlandesa há 14 anos. O objetivo do evento “The 13th Annual  Irish Theatrical Diaspora: Irish Theatre and Latin America” é discutir a história do estudo, ensino e prática do teatro irlandês no contexto latino-americano, bem como questões teóricas relacionadas a processos de tradução, globalização e interculturalismo. Para isso, o evento reúne pesquisadores, professores, estudantes e praticantes do teatro irlandês no Brasil e na América Latina. Para dinamizar a relação  entre teoria e prática, o congresso inclui a apresentação de duas peças de teatro, sendo uma delas “As duas mortes de Roger Casement”. 

Serviço 1:

O que: Apresentação da peça-documentário “As duas mortes de Roger Casement”

Quando: dia 27 de abril de 2017, quinta-feira, às 20 horas

Onde: Teatro UFSC (ao lado da Igrejinha), Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis – SC

Quanto: Gratuito e aberto ao público. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início do espetáculo, limitado a um par por pessoa.

Duração: 120 min, com intervalo de 15 min.

Classificação: 14 anos

 

Apresentação 2:

LEITURA DRAMÁTICA DE ECLIPSE

Eclipse é uma peça teatral em dois atos que trata das condições a que mulheres consideradas “pervertidas” eram submetidas até o final dos anos noventa na Irlanda. A peça da dramaturga irlandesa Patricia Burke Brogan (1992), em tradução ainda não publicada da professora doutora Alinne Fernandes, trata das condições a que mulheres engravidassem fora do âmbito conjugal eram enviadas pelas próprias famílias aos chamados Asilos de Madalenas, onde eram forçadas a trabalho não-remunerado e separadas de seus filhos, que, por sua vez, eram conduzidos à adoção. Por meio da tradução e produção de “Eclipse”, este projeto de extensão em forma de leitura dramática visa refletir sobre os modos como o governo irlandês tem lidado com os seus cidadãos considerados vulneráveis e, estendendo as questões da peça irlandesa para o Brasil, visa também pensar de que modos às questões políticas e sociais da Irlanda refletem problemas brasileiros.

A leitura dramática, sob direção de Alinne Fernandes, é um projeto do Núcleo de Estudos Irlandeses (DLLE/CCE) em parceria com o curso de Artes Cênicas do DALI/CCE/UFSC.

LEITURA DRAMÁTICA ECLIPSE

Participação dos alunos:

Atores: Anna Lia Araújo Sant’Anna,Joelma Santos Souza, Kyttiane Nayara Kittel, Leonardo Vieira, Lidiane Nobre de Mesquita, Mariana Barreiros, Marlei Albrecht e Taciane Saldanha Dürings.

Operador de Luz

Paulo Ricardo Witt Tomazoni com a colaboração de Nilson José da Silva (DAC)

Operadoras de Som

Larissa Dias Peligrini e Sophia Catarina Rosa

 

SERVIÇO 2:

O que: Leitura Dramática de “Eclipse

Quando: dia 28 de abril de 2017, sexta-feira, às 17 horas

Oonde: Teatro UFSC (ao lado da Igrejinha), Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis – SC

Quanto: Gratuito e aberto ao público. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início do espetáculo.

 

 

Sobre o evento

THE 13TH ANNUAL IRISH THEATRICAL DIASPORA: IRISH THEATRE AND LATIN AMERICA

 A 13ª edição do congresso internacional e interdisciplinar “The 13th Annual Irish Theatrical Diaspora: Irish Theatre and Latin America” será realizada na Universidade Federal de Santa Catarina, no auditório Henrique Fontes do CCE e no Teatro da UFSC, nos dia 27 e 28 de abril de 2017.

A organização da edição brasileira do evento faz parte do desenvolvimento da pesquisa e ensino de Estudos Irlandeses do Núcleo de Estudos Irlandeses da UFSC, do Grupo de Pesquisa em Estudos Irlandeses (CNPq) e do Programa de Pós-Graduação em Inglês da UFSC.

O projeto Irish Theatrical Diaspora foi fundado por Nicholas Greene, professor e pesquisador de Trinity College, Dublin, e Patrick Lonergan, professor e pesquisador da NUIG e palestrante nesse evento, em 2002, com colaboradores de diversas universidades internacionais. A primeira edição do evento ocorreu em Dublin, dois anos após a sua concepção. O Irish Theatrical Diaspora é um congresso internacional itinerante e, desde 2004, ocorre anualmente. O congresso já foi realizado em diversos países e regiões: Irlanda, Irlanda do Norte, Inglaterra, Estados Unidos, Austrália, França e República Tcheca. Observe-se que o evento já aconteceu na Europa, na América do Norte e na Oceania. Cumpre frisar que no ano de 2017 será realizado pela primeira vez em um país na América Latina

O objetivo precípuo desse congresso é reunir acadêmicos, professores, estudantes e profissionais de teatro da Irlanda, do Brasil e outros países da América Latina, como México, Argentina e Peru, para discutir a história do estudo, ensino e prática do teatro irlandês no Brasil e América Latina, bem como questões teóricas relacionadas a processos de internacionalização, globalização, interculturalismo e tradução. O congresso pretende dinamizar a relação entre teoria e prática e, para tal, inclui duas apresentações teatrais: leitura da peça “Eclipse”, de Patricia Burke Broghan, com tradução e direção de Alinne Fernandes e elenco com alunos de Artes Cênicas da UFSC, e “As Duas Mortes de Roger Casement”, com texto e direção de Domingos Nunez e elenco da Cia Ludens, de São Paulo.

O teatro irlandês pode ser estudado em dois contextos distintos, porém complementares: na Irlanda e no cenário internacional. Se, por um lado, o chamado Renascimento Irlandês e o Teatro Nacional Irlandês estabeleceram uma tradição nacional autóctone; por outro lado, a emigração e o deslocamento provisório de autores como Jonathan Swift, Bernard Shaw, Oscar Wilde e Samuel Beckett, fizeram com que o teatro irlandês passasse a ser mais explorado nos contextos do fim do século XIX e do modernismo na Inglaterra e na Europa Continental. Ademais, a diáspora do povo irlandês e as turnês das companhias irlandesas de teatro fora da Irlanda ampliaram a atuação e disseminação da dramaturgia irlandesa no palco internacional. No período contemporâneo, o teatro irlandês também pode ser visto no quadro nacional, ou em contextos de internacionalização, globalização e interculturalismo, na Irlanda e no âmbito internacional.

 Os profissionais envolvidos no evento são docentes e discentes da UFSC, UDESC, USP, UNESP e National University of Ireland Galway; praticantes de teatro do Brasil, Peru, México e Argentina; palestrantes nacionais e internacionais; bem como elencos de atores integrados por estudantes de Artes Cênicas, da UFSC, e profissionais da Cia Ludens, de São Paulo. Estarão também presentes o Embaixador da Irlanda no Brasil, Sr. Brian Glynn, e a Cônsul Geral da Irlanda no Brasil, Sra. Sharon Lennon.

A comissão organizadora do evento é composta pelos seguintes membros: Beatriz Kopschitz Bastos, Alinne Fernandes, Maria Rita Viana, Anelise Corseuil e Patrick Lonergan.  A comissão conta, também, com o apoio de uma equipe de monitores, formada por alunos de Pós-graduação (Ketlyn Mara Rosa, Janaina Mirian Rosa, Marina Amaral, Eloísa Dall’Bello, Eduardo Santos, Frandor Marc Machado e Vinicius Horst) e de Graduação (Sophia Catarina Rosa e Gabriela Zetehaku).

Da realização do evento resultará a publicação de um volume temático do periódico Ilha do Desterro, reunindo artigos relacionados à temática do evento e contribuindo para uma disseminação mais ampla das discussões e fortuna crítica do congresso. De edições anteriores do evento resultaram publicações de coletâneas de artigos sobre as questões discutidas, como, por exemplo, Irish Theatre on Tour (2005), ed. Nicholas Greene e Christopher Morash; Irish   Theatre in England (2007), ed. Richard Alan Cave e Ben Levitas; Irish Theatre in America (2009), ed. John Harrington.

 

[CW] DAC/Secarte:/UFSC com texto e fotos da produção.

Centro de Tecnologias Sociais para Gestão da Água faz parte de projeto da UFSC
Publicado em 25 de abril de 2017

principal_hNo dia 5 de maio será entregue o prédio do Centro de Tecnologias Sociais para Gestão da Água (Cetragua), construído no Campus Florianópolis da UFSC. A construção do Centro faz parte das ações do Projeto Tecnologias Sociais para a Gestão da Água (TSGA), desenvolvido em duas etapas (2007- 2009 e 2013 a 2017) com o objetivo de fortalecer o uso sustentável da água. O projeto foi patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e executado pela UFSC, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que em conjunto com parceiros de comunidades da área rural catarinense, investiram suas experiências no desenvolvimento de ciência, tecnologia e cidadania para a melhor gestão social dos recursos hídricos.

O Cetragua abre a perspectiva para o desenvolvimento de novos projetos envolvendo atividades de pesquisa, extensão e ensino em uma dinâmica participativa, integradora, cooperativa e colaborativa, buscando agregar pessoas e instituições com o objetivo comum de promover a gestão sustentável da água.

A edificação foi projetada considerando princípios de sustentabilidade ambiental com implantação de estruturas para aproveitamento de água da chuva, telhado verde, sistemas de iluminação e ventilação com baixo impacto energético e materiais construtivos alternativos. O seu projeto recebeu o certificado Procel/Anell de Eficiência Energética.

Conselho Universitário aprova título de Professor Emérito a Dilvo Ilvo Ristoff
Publicado em 25 de abril de 2017

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina aprovou, por unanimidade, o título de Professor Emérito ao docente aposentado Dilvo Ilvo Ristoff, lotado no Departamento de Língua e Literatura Estrangeira, quando em atividade. A honraria está prevista no Estatuto da UFSC, “pelos altos méritos profissionais ou por serviços prestados à instituição”. Dilvo foi o primeiro reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

A solicitação encaminhada pelo professor Antônio Carlos de Souza destaca o currículo de Dilvo Ilvo:

- Graduação em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1974), mestrado em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina (1979), doutorado em Literatura pela University of Southern California (1987) e pós-doutorado pela University of Caroline System, Estados Unidos.

- Coordenador de programa de pós-graduação vinculado ao Departamento de Língua e Literatura Estrangeira.

- Coordenou o projeto um “Um dedo de prosa”, de valorização da literatura catarinense.

- Diretor do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

- Membro titular do Fórum Nacional de educação (FNE) pela Secretaria de educação Superior do Ministério da Educação.

- Pró-Reitor de Graduação da UFSC, tendo presidido, no período, o Fórum Nacional dos Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras.

- Diretor de Estatística e avaliação da educação Superior do Instituto nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP/MEC), articulador e elaborador fundamental no processo de construção e implementação do sistema Nacional de Avaliação da educação superior ( Snaes).

- Diretor de Educação Básica da Capes

-Presidiu a Comissão de Implantação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Sancionada a lei de criação da UFFS, foi nomeado seu primeiro Reitor.

- Diretor de Políticas e Programas de Graduação da Secretaria de Educação Superior do MEC

- Integrou a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior e o Comitê Assessor do Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB).

- É autor dos livros Universidade em foco? Reflexões sobre a educação superior (Insular, 1999); Neo-realismo e a crise da representação (Insular, 2003); Updike’s America (Peter Lang, 1988); John Updike’s Rabbit at Rest: Appropriating History (Peter Lang, 2008) e coautor dos livros Avaliação participativa: perspectiva e debates (Coleção Educação superior em Debate – Editora do Inep, 2005); Trajetória da mulher na educação superior brasileira (org. Inep,2005); Trajetória da mulher na educação superior (Inep,2007); Educação superior brasileira 1999-2004, obra em 27 volumes, uma por UF (Inep, 2007); Universidade desconstruída: avaliação e resistência ( Insular,2000); Avaliação democrática para uma universidade cidadã (Insular, 2002); Avaliação e compromisso público: A educação superior em debate (Insular, 2003), entre muitos outros

- Tem participado como autor, de inúmeros capítulos de livros, no Brasil e no exterior, sobre literatura, avaliação e políticas públicas para a educação superior, entre os quais se destacam Universidade em ruinas na república dos professores (Vozes, 1999), a Coletânea de livros sobre avaliação de autoria de L.C. Freitas Avaliação: construindo o campo e a crítica (Insular, 2002) e Questões de avaliação educacional (Komedi, 2003), Re-Visioning the Past: Historical self-reflexivity in American short fiction (Wissenschaftlicher Verlag Trier, 1998), Rabbit Tales: Poetry and Politics in John Updike’s Novels (The University of Alabama Press, 1998) e o livro editado por Michaela Martin, Equity and Quality assurance: a Marriage of Two Minds (Unesco e International Institute for Education and Planning, 2010).

- Foi um dos fundadores da revista Ilha do Desterro (criada na UFSC, em 1979) e em 1996, da revista Avaliação, sendo até hoje o seu editor-adjunto.

- Pelo projeto “Dedo de prosa” foi premiado, em 2002, com o troféu Boi-deMamão e, em 2005, recebeu homenagem da Academia Catarinense de Letras.

- Em 2015, recebeu o título de Professor Doutor Honoris Causa concedido pela UFFS.

 

 

Projeto CineARQ inicia programação com o filme ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’, de Glauber Rocha
Publicado em 25 de abril de 2017

O projeto CineARQ, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inicia a programação de filmes de 2017 no dia 27 de abril, às 18h30, nas arquibancadas do Departamento de Arquitetura e Urbanismo. O filme de abertura do projeto será o “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha. 

Ambientado no sertão nordestino, o filme explora as relações sociais entre latifundiários e camponeses. A opressão à qual são submetidos os sertanejos leva-os a atitudes extremas em busca de um ideal de prosperidade e libertação.
Clássico do cinema brasileiro, o filme é um marco do Cinema Novo, movimento que se consolidou num momento em que a ditadura militar hostilizava a recepção de filmes com seu caráter de denúncia e provocação. Ocupa a 2º posição na lista dos 100 melhores filmes brasileiros, feita pela Abraccine, e foi indicado ao prêmio Palma de Ouro, do Festival de Cannes, em 1964.
Mais informações na página do evento.

Exposição ‘Silêncio’ marca inauguração de nova galeria de arte da UFSC
Publicado em 25 de abril de 2017

Exposição Silêncio no Espaço Expositivo CCEven. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Exposição Silêncio no Espaço Expositivo CCEven.
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Um tapete de grama envolto em plástico transparente conduz a um totem com nove quadros, representando três grandes telas. Nas paredes brancas há outras oito telas e ao final dessa exposição ainda há a mesma porta de entrada do Centro de Cultura e Eventos. Agora, porém, sem o balcão de recepção e a antessala, o outrora corredor de entrada é agora a mais nova galeria de arte da UFSC.

A inauguração do Espaço Expositivo ocorreu no final da tarde do dia19 de abril, com a exposição Silêncio, da artista catarinense Albertina Prates. Na ocasião, Rosemar da Silva, diretora do Centro de Cultura e Eventos (CCEven), explanou sobre a criação do novo espaço expositivo, idealizado em 2016. A Diretora ressaltou que: “o Centro de Cultura e Eventos deve respirar novas linguagens artísticas, conforme pensado na criação do local”.

Na sequência da cerimônia de abertura, Albertina Prates manifestou-se “honrada por ser a primeira artista do novo espaço expositivo da UFSC”. A artista ainda apresentou brevemente os temas que permeiam sua exposição como sendo fruto de “temas para se falar consigo e com o outro. Sobre o divino e o profano”.

A secretária de Cultura e Arte da UFSC (Secarte), Maria de Lourdes Alves Borges, destacou a relevância da proposta do Centro de Cultura e Eventos de transformar o que antes era um corredor em uma galeria de arte. Maria de Lourdes também valorizou o empenho de toda a equipe do CCEven, cuja importância dada ao novo espaço se revelou até mesmo na pintura das paredes, realizada pelos próprios trabalhadores do local, a fim de assegurar a transformação do espaço, devido a seu comprometimento genuíno em “apostar na cultura e na arte, além dos eventos”.

Por fim, a vice-reitora, Alacoque Lorenzini Erdmann, externou sua satisfação em participar da inauguração de uma galeria que possibilita “retomar o Centro de Cultura e Eventos como espaço artístico e cultural na UFSC”. A vice-reitora também apontou que considera a inauguração como a expressão da “retomada da importância da arte na vida acadêmica” e como espera que “essa [primeira] mostra dê vazão a outras manifestações artísticas na Universidade”.

Após as falas de abertura da exposição, os presentes foram convidados a visitar a exposição e o espaço, ao que muitos dos presentes puderam interpelar a artista sobre os significados e sentidos de suas obras. Albertina Prates comentou brevemente sobre as representações de algumas de suas obras, os arquétipos representados e sobre a “pele da Terra em um jardim montado” que conduz os visitantes por toda a exposição, cuja visitação vai até o dia 24 de junho de 2017.  

Serviço

O que: Exposição Silêncio, de Albertina PratesConvite-Exposição-Silêncio-701x1024

Quando: de 19 de abril a 24 de junho de 2017

Horário: das 7h às 20h

Onde: Espaço Expositivo CCEven, no térreo do Centro de Cultura e Eventos  - Campus Trindade da UFSC

Gratuito e aberto ao público 

 

Texto: Gabriel Martins/Equipe Agecom/UFSC

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